sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Contexto

Meu nome é Janaina, sem acento mesmo. Defendi o TCC em dezembro e minha nota foi 09 com jeito de 10, segundo Heliza, professora que compôs a banca.

Meu orientador, muito querido, ainda aguarda o artigo que fiquei de escrever para que participemos de um congresso. Mestre Firmino, semana que vem mando; promessa de foca!

Nasci em Campinas e graças a minha mãe, que nasceu em Carmo do Rio Claro, vim parar aqui. Mesmo assim a amo.

O Carmo é dono de uma área rural linda. Diversas cachoeiras de cor clara e enfeites de pedra, montanhas verdes e as águas do lago de Furnas apossam metade do município. É coisa bonita de se ver e alegria de turista.

A parte urbana não teve tanta sorte. Nas ruas mais afastadas do centro tem sujeira e carniça. Nessas ruas mais longes não tem árvore, mas tem mato. As ruas são cheias de remendo e os paralelepípedos, estes no centro, não andam grudados ao chão. Tem muito terreno baldio lotado de picão e faltam calçadas. Apesar de tudo, vê-se que o município tem potencial, mas ninguém que passou conseguiu organizar as coisas por aqui.

Quanto aos empregos, o forte é artesanato em tear e agricultura. Deus não curvou minha vocação para nenhum dos lados. Queria eu ter formado agrônoma... O povo que mexe com terra tem respeito por aqui.

Pelo tamanho da cidade o número de veículos de comunicação é alto. Nada que anime minha vida. A maioria paga mal até quem trabalha com eles há muito tempo. Os outros trabalham sozinhos e não tem diploma de jornalista. Os jornalistas mesmo quase não trabalham na área e quando recebem alguma proposta sentem a ofensa.
Diante do que vos falo me dispus a fazer serviços esporádicos para jornais da região. Logo na primeira pauta já senti o que é ser foca. Mas esse relato continuo em outra ocasião.

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